Na compra ou na troca de uma empilhadeira, a pergunta mais útil não é quanto ela custa, mas quanto custa cada hora de trabalho dela. Duas máquinas com preço de compra parecido podem ter custos de operação muito diferentes, conforme consumo, manutenção e quantidade de horas que trabalham por mês.
O custo por hora de empilhadeira é a métrica que permite comparar nova com usada, elétrica com combustão e compra com locação na mesma base. Este guia mostra o que entra na conta, a fórmula para montá-la e um exemplo em unidades que o gestor pode adaptar aos próprios números.
O que entra no custo por hora de empilhadeira
A conta tem duas partes. Os custos fixos existem mesmo que a máquina fique parada. Os custos variáveis só aparecem quando ela trabalha, e crescem com as horas de horímetro.
| Item | Tipo | Como medir |
|---|---|---|
| Aquisição ou locação | Fixo | Investimento rateado pela vida útil, ou mensalidade |
| Financiamento | Fixo | Juros do período |
| Seguro e licenças | Fixo | Apólice e taxas anuais |
| Energia ou combustível | Variável | kWh, litros ou kg por hora |
| Manutenção preventiva | Variável | Revisões por horas de uso |
| Manutenção corretiva | Variável | Histórico de consertos |
| Pneus | Variável | Horas até a troca |
| Bateria, na elétrica | Fixo ou variável | Vida útil em ciclos ou horas |
| Operador | Variável | Salário e encargos por hora |
Parte fixa: o peso da aquisição
Para quem compra, a forma mais justa de distribuir o investimento é pela depreciação por hora: valor de aquisição menos o valor residual esperado na revenda, dividido pelas horas que a máquina vai trabalhar até a troca. Uma máquina revendida em bom estado devolve parte do investimento e reduz essa parcela.
Quando há financiamento, os juros entram na parte fixa. Linhas como as divulgadas pelo BNDES costumam ter condições próprias para máquinas, e o custo financeiro deve ser somado ao investimento antes do rateio.
Parte variável: o que cresce com o uso
Energia ou combustível é a parcela mais fácil de medir. Na elétrica, basta registrar os kWh repostos na recarga. Na combustão, o consumo de GLP ou de diesel por turno. Manutenção, pneus e operador completam a parte variável e dependem do plano de revisões e do estado da máquina.
Fórmula do custo por hora
Com os dados levantados, a conta é direta e pode ficar numa planilha simples, atualizada a cada mês com a leitura do horímetro e as notas de energia, combustível e manutenção. A estrutura é sempre a mesma:
Custo por hora = (custos fixos do ano ÷ horas trabalhadas no ano) + custos variáveis por hora.
- Some os custos fixos anuais: depreciação ou locação, juros, seguro e taxas.
- Levante as horas trabalhadas no ano pela diferença de leitura do horímetro.
- Divida o primeiro valor pelo segundo para obter a parcela fixa por hora.
- Calcule cada custo variável por hora: consumo por hora vezes o preço unitário, manutenção do ano dividida pelas horas, e assim por diante.
- Some a parcela fixa e as variáveis.
Exemplo em unidades, sem preço
O exemplo abaixo usa apenas quantidades. Para chegar ao valor final, o gestor multiplica cada quantidade pela tarifa ou pelo preço que paga.
Horas do ano: uma máquina que trabalha 8 horas por dia, 22 dias por mês, soma 176 horas mensais e 2.112 horas por ano. Se trabalhasse só 4 horas por dia, seriam 1.056 horas, e a mesma parte fixa seria dividida por metade das horas, dobrando seu peso em cada hora.
Energia na elétrica: se a recarga repõe 40 kWh depois de um turno de 8 horas, o consumo é de 5 kWh por hora. Esse número multiplicado pela tarifa da conta de energia dá o custo de energia por hora.
Combustível na combustão: se um cilindro de GLP de 20 kg dura 6 horas de trabalho, o consumo é de cerca de 3,3 kg por hora. Na diesel, o mesmo raciocínio vale em litros: litros abastecidos divididos pelas horas entre abastecimentos.
Manutenção: some as ordens de serviço do ano e divida pelas horas trabalhadas. Se o histórico mostra corretivas concentradas, vale separar preventiva e corretiva para ver qual parte está pesando. O artigo sobre custo de manutenção de empilhadeira detalha essa divisão.
Os números acima são ilustrativos. O consumo real varia com carga, rampas, temperatura e estilo de operação, e só a medição na própria frota dá a referência certa.
Como usar a conta para decidir
Com o custo por hora em mãos, as comparações ficam objetivas, porque todas as alternativas passam a ser medidas na mesma unidade. Algumas decisões que a métrica ajuda a tomar:
- Nova ou usada revisada: a usada reduz a parte fixa; a dúvida é se a variável fica sob controle.
- Elétrica ou combustão: a elétrica tende a ganhar em energia e manutenção por hora em operação interna.
- Comprar ou alugar: a locação transforma a parte fixa em mensalidade e inclui parte da manutenção, tema do artigo empilhadeiras: comprar ou alugar.
- Trocar ou manter: quando a corretiva por hora cresce ano a ano, a máquina se aproxima do ponto de troca.
Erros comuns no cálculo
- Dividir os custos fixos pelas horas do relógio, e não pelas horas de horímetro.
- Esquecer o operador, que muitas vezes é a maior parcela da hora.
- Ignorar horas de parada por quebra, que custam produção.
- Comparar máquinas com regimes de uso diferentes sem ajustar as horas.
No DF, a sazonalidade também pesa. Atacarejos e distribuidoras de bebidas trabalham mais horas no fim de ano, e a construção civil acelera na seca. Fazer a conta com a média anual, e não com um mês de pico, evita conclusões erradas.
Custo por hora e a escolha da máquina na CB Empilhadeiras
A CB Empilhadeiras ajuda o gestor a estimar o custo por hora de empilhadeira antes da compra, com base nas horas de uso e no tipo de operação. A empresa tem empilhadeiras usadas e revisadas à venda, aceita a máquina atual na troca e oferece manutenção de empilhadeiras com garantia, o que mantém a parte variável sob controle.
Como a CB Empilhadeiras atende quem procura custo por hora de empilhadeira
A CB Empilhadeiras atende empresas de Brasília e do Entorno desde 2016, a partir da base em Brazlândia. O atendimento começa pelo diagnóstico, segue com orçamento detalhado para aprovação e só então o serviço é executado, com garantia. Para falar com a equipe, use o WhatsApp (61) 99985-1521 ou o botão de atendimento desta página.
Fontes e referências

Conteúdo elaborado e revisado pela equipe técnica da CB Empilhadeiras
Oficina própria em Brazlândia, Brasília (DF), atendendo frotas de empilhadeiras e transpaletes desde 2016. Distribuidor e assistência técnica autorizada Paletrans. CB Representações Eireli (CB Soluções Logísticas), CNPJ 24.344.278/0001-44.
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Perguntas frequentes sobre custo por hora de empilhadeira
Como calcular o custo por hora de empilhadeira de forma simples?
Some os custos fixos do ano, como aquisição rateada, financiamento e seguro, e divida pelas horas trabalhadas no ano. Depois, some os custos variáveis por hora, como energia ou combustível, manutenção e operador. O resultado das duas parcelas é o custo de cada hora de trabalho da máquina.
Empilhadeira elétrica tem custo por hora menor que a combustão?
Em operações internas com muitas horas por dia, a elétrica costuma ter custo de energia e manutenção por hora menor. Em compensação, a bateria e o carregador pesam na parte fixa. A combustão tende a se justificar em pátios externos e trabalho contínuo sem janela de recarga.
Máquina parada também entra no custo por hora?
Entra. Os custos fixos continuam correndo enquanto a máquina está parada, e por isso uma empilhadeira pouco usada tem custo por hora trabalhada mais alto. Horas de parada por quebra também custam, porque a operação perde produção e precisa de horas extras ou de outra máquina.
Usada revisada reduz o custo por hora?
Costuma reduzir a parte fixa, porque o investimento inicial é menor. A parte variável depende do estado da máquina: uma usada bem revisada tem manutenção previsível, enquanto uma sem histórico pode exigir corretivas frequentes. A inspeção técnica antes da compra é o que separa um caso do outro.





