A torre, também chamada de mastro, é a estrutura que sobe e desce o garfo. Ela define até onde a empilhadeira alcança, por onde ela passa e quanto peso aguenta lá em cima. Na compra de uma máquina nova ou usada, o tipo de torre é tão importante quanto a capacidade e a motorização, e costuma ser decidido às pressas.
Na avaliação de compra, é comum ver empresas com máquina que não passa na porta do galpão, que não entra no baú do caminhão ou que não alcança o último nível do porta-palete. Todos esses problemas nascem de uma escolha de torre feita sem medir o local.
Como funcionam os tipos de torre
A torre é formada por perfis de aço que deslizam um dentro do outro, movidos por cilindros hidráulicos e correntes. O número de perfis define o tipo de mastro. Quanto mais estágios, mais alto o garfo chega sem que a máquina fique alta demais quando recolhida.
Simplex
Tem um único estágio móvel. É rara em contrabalançadas e aparece mais em equipamentos de baixa elevação, como algumas empilhadeiras manuais e semielétricas. É simples e robusta, mas o alcance fica limitado e a torre já começa alta.
Duplex
Tem dois perfis, um fixo e um móvel. É a configuração mais comum em empilhadeiras contrabalançadas de uso geral. Na versão padrão, o garfo sobe um pouco antes de a torre começar a crescer, o que se chama de elevação livre limitada. Há também a duplex de elevação livre total, mais comum em equipamentos de armazém.
Triplex
Tem três perfis, um fixo e dois móveis, e normalmente um cilindro central de elevação livre. O garfo sobe até certa altura sem que a torre cresça, e depois os estágios se estendem. Com a mesma altura recolhida, a triplex alcança mais alto do que a duplex.
Torre duplex ou triplex na empilhadeira: tabela comparativa
| Critério | Duplex | Triplex |
|---|---|---|
| Alcance máximo | Médio | Maior, com a mesma altura recolhida |
| Subida do garfo sem crescer a torre | Pequena na versão padrão | Ampla, graças ao cilindro central |
| Trabalho em contêiner e baú | Limitado, salvo versão de elevação livre total | Indicada |
| Capacidade em altura | Mantém mais | Cai mais à medida que sobe |
| Peso da torre | Menor | Maior |
| Campo de visão pela torre | Mais aberto | Mais obstruído por perfis e cilindros |
| Manutenção | Menos correntes, roletes e cilindros | Mais itens a inspecionar e ajustar |
| Custo de aquisição | Menor | Maior |
Quando escolher a duplex
A duplex atende à maioria das operações de chão de galpão e pátio: carga e descarga de caminhão pela lateral, empilhamento em porta-palete de altura média e movimentação de material de construção. É mais leve, mais barata e mais simples de manter.
Ela também oferece melhor visibilidade do operador através do mastro, porque tem menos perfis e cilindros na frente. Isso faz diferença em doca movimentada e em corredor com pessoas circulando, situações comuns em atacarejos e distribuidoras do DF.
Quando escolher a triplex
A triplex é a resposta para duas necessidades ao mesmo tempo: alcançar alto e passar por lugares baixos. Quando só uma delas existe, a duplex costuma resolver. Os casos mais comuns são estes:
- Carregamento dentro de contêiner, baú ou carreta sider com teto baixo.
- Porta-paletes altos em galpão com portas, vigas ou mezanino que limitam a altura da torre recolhida.
- Operação em mezanino ou em andar inferior com pé-direito reduzido.
- Galpões com vários níveis de armazenagem, em que a mesma máquina precisa atender do chão ao último nível.
Na triplex, a elevação livre permite que o garfo suba dentro do baú para encaixar ou empilhar a carga sem que o topo da torre bata no teto. Na duplex padrão, a torre começa a crescer logo no início da subida, e isso limita esse tipo de trabalho.

Capacidade em altura e segurança
Toda torre perde capacidade à medida que o garfo sobe, mas a triplex perde mais. O estágio extra pesa, acumula folgas e afasta o centro de gravidade do conjunto. Por isso, a mesma máquina pode levantar a carga nominal com duplex e não com triplex na altura máxima.
A plaqueta mostra essa redução para cada altura, e a leitura dela é obrigatória antes de definir a torre. O artigo sobre capacidade residual da empilhadeira explica como interpretar a tabela, e o guia sobre empilhadeira de 2,5 ou 3 toneladas mostra quando vale subir de classe para compensar a perda.
A NR-11 do Ministério do Trabalho exige respeito à capacidade indicada no equipamento. Com a torre estendida, a máquina fica mais sensível a piso irregular, frenagem brusca e inclinação. Deslocar com carga elevada é uma das principais causas de tombamento.
Manutenção da torre e o que medir antes de escolher
A torre é um conjunto mecânico que sofre desgaste contínuo. Correntes alongam, roletes gastam, calços de deslizamento perdem a espessura e vedações de cilindro passam a vazar. Na triplex, esses itens se multiplicam, e a inspeção precisa ser mais cuidadosa.
Sinais de que a torre precisa de atenção:
- Ruído metálico ou tranco ao subir e descer.
- Garfo que desce sozinho com a carga parada.
- Vazamento de óleo nos cilindros ou nas mangueiras do mastro.
- Correntes com folga desigual dos dois lados.
- Folga lateral visível entre os perfis.
Qualquer reparo em corrente, cilindro ou rolete deve ser feito por técnico habilitado, com a torre travada e a carga retirada. Nunca se deve trabalhar sob garfo ou torre levantados sem calço e travamento adequados. A revisão periódica da torre faz parte da manutenção de empilhadeiras.
Antes de escolher a torre duplex ou triplex na empilhadeira, meça estes pontos no local:
- Altura do último nível de armazenagem, somada à altura da carga e a uma folga de encaixe.
- Altura livre da porta mais baixa por onde a máquina vai passar.
- Altura interna do baú ou do contêiner, quando houver carregamento interno.
- Peso da carga mais pesada que vai ao último nível.
Com esses dados, fica fácil comparar as configurações e descartar as que não servem. Na maioria das operações de galpão, a dúvida entre torre duplex ou triplex na empilhadeira se resolve com uma trena e a plaqueta, antes de qualquer conversa sobre preço.
A CB Empilhadeiras tem empilhadeiras usadas e revisadas à venda em Brasília, com diferentes tipos de torre conforme a disponibilidade, e confere a tabela de capacidade de cada unidade junto com o cliente antes da compra.
Como a CB Empilhadeiras atende quem procura torre duplex ou triplex na empilhadeira
A CB Empilhadeiras atende empresas de Brasília e do Entorno desde 2016, a partir da base em Brazlândia. O atendimento começa pelo diagnóstico, segue com orçamento detalhado para aprovação e só então o serviço é executado, com garantia. Para falar com a equipe, use o WhatsApp (61) 99985-1521 ou o botão de atendimento desta página.
Fontes e referências

Conteúdo elaborado e revisado pela equipe técnica da CB Empilhadeiras
Oficina própria em Brazlândia, Brasília (DF), atendendo frotas de empilhadeiras e transpaletes desde 2016. Distribuidor e assistência técnica autorizada Paletrans. CB Representações Eireli (CB Soluções Logísticas), CNPJ 24.344.278/0001-44.
Publicado em · Revisado em · Conheça a empresa
Perguntas frequentes sobre torre duplex ou triplex na empilhadeira
Torre duplex ou triplex na empilhadeira: qual levanta mais peso?
Na mesma máquina, a duplex costuma manter mais capacidade em altura, porque é mais leve e tem menos folgas acumuladas. A triplex alcança mais alto, mas a capacidade cai mais à medida que o garfo sobe. A tabela da plaqueta de cada configuração mostra o valor exato.
Preciso de triplex para carregar dentro de contêiner?
Em geral, sim, ou de uma duplex com elevação livre total. Dentro do contêiner o teto é baixo, e a torre comum cresce assim que o garfo sobe, batendo no teto. A triplex e a duplex de elevação livre total levantam o garfo sem aumentar a altura da torre até certo ponto.
Torre triplex dá mais manutenção que duplex?
Dá, porque tem mais um estágio, com mais correntes, roletes, cilindros e mangueiras. Cada item precisa de inspeção, lubrificação e ajuste. Com manutenção em dia, a triplex trabalha bem por muitos anos, mas o custo e o tempo de revisão são maiores do que na duplex.
Como saber se a torre da minha empilhadeira é duplex?
Conte os perfis verticais que se movem quando o garfo sobe ao máximo. Na duplex há um perfil fixo e um móvel. Na triplex há um fixo e dois móveis, além de um cilindro central à frente. A plaqueta e o manual também informam o tipo de torre e as alturas.




